Dicas de Los Roques, a ilha mais linda do Roteiro Caribe

Los Roques Caribe

“Você acha que aqui é o Paraíso? Precisa conhecer Los Roques”. Estávamos em Noronha. Difícil acreditar que houvesse um lugar mais paradisíaco, mas essas palavras Juanita, uma colombiana para quem demos carona, descortinaram um novo destino pra gente. Isso foi em 2008, e naquela época pouco se falava de Los Roques. Lancei a pesquisa no Google Maps, e apareceu essa imagem aí debaixo. Na mosca: uma piscina de água azul clara no meio do oceano caribenho. Pronto, estava decidida a nossa viagem seguinte. Foi incrível: Los Roques é um dos lugares que mais gostamos no Caribe, e entre os motivos está o fato de ser um arquipélago protegido, que mantém seu aspecto local, e onde não há resorts.

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Cinco horas e meia separam o Rio de Caracas, e outros 40 minutos distam Los Roques da capital venezuelana. A viagem até a ilha no teco-teco da LTA foi em baixas altitudes, sem muito contratempos, embora o departamento de aviação civil tivesse soado o alarme vermelho. Era setembro, época de furacões, e o Thomas estava rondando a Califórna. Poucas horas depois da nossa aterrisagem , a paisagem fechou e ficou cinza.

É isso aí, Los Roques está na rota dos furacões, então evite ir de setembro a final de outubro. E até dezembro é mais chuvoso e com mosquitos. A melhor época para ir a Los Roques é de janeiro a fim de agosto.

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Los Roques: o Caribe original

Mas a ventania durou apenas uma tarde, e no dia seguinte a ilha era de novo sol e mar azul. O mar em Los Roques tem tonalidades incríveis, em incontáveis variações de azul e turquesa, sempre cristalino. Mas não é apenas o mar fez com que Los Roques virasse nosso destino favorito no Caribe.

Ao contrário de ilhas como Barbados ou Aruba, Los Roques não tem grandes resorts, nem hoteis em pequenos prédios, e muito menos ruas de asfalto. O arquipélago faz parte de parque marinho, com regras restritas de ocupação, e não foi descaracterizado por causa do turismo.  Tem cerca de 300 ilhotas,  bancos de areia e ilhas maiores, todas desabitadas e preservadas, sem nenhuma construção, nem mesmo barracas de comida e bebida.

LOS ROQUES: ONDE FICAR E COMO VISITAR AS ILHAS

Há apenas uma única ilha com construções,  e mesmo assim são casas, que é a Gran Roque. É lá que ficam as pousadas, alguns poucos restaurantes, menos de meia dúzia de bares que colocam pufes na beira da praia, a praça e seus moradores.  Nós ficamos na Villa Caracol, muito charmosa, e fechamos pensão completa Mas meu conselho é que vocês não fechem isso para todos os dias, ou não terão chance de jantar nos restaurantes da ilha. Melhor deixar uns dias livres. Mas vale ver também na Va Pensionero,  Rosaleda, e La Cigala. Quem quiser se aventurar, pode acampar. Não paga taxas, mas precisa da autorização da administração do parque, que fica no aeroporto. Eles só deixam uma barraca por praia.

Já para visitar as ilhotas, cayos, bancos de areia, precisa pegar o barco. As distâncias variam, e a ilhota mais longe fica a umas duas horas de passeio. Os barcos saem todos os dias de manhã bem cedo, às 8h, e voltam às 16h. A lancha te deixa na praia, coloca um sombrero, um isopor com bebidas e frutas, e volta na hora do almoço com uma lagosta pescada por lá mesmo. Muito, muito difícil a vida por aqui. 🙂

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Los Roques

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Los Roques: As ilhotas e praias

Pra começar, duas ilhotas pra chamar de sua: Cayo Muerto e Cayo Fabian (abaixo). Os passeios que saem do porto normalmente não contemplam essas duas belezinhas, mas é só negociar com o barqueiro e lá estará você. São ilhas menos visitadas, e você pode dar a sorte de ficar sozinha nelas. A dica, nesse caso, é ir antes de todo mundo. Os passeios saem do porto sempre às 9h30. Combine com um barqueiro às 8h. E faça isso no dia anterior porque, se deixar pra fazer na hora de ir, pode não conseguir.

Los Roques

Cayo de Agua  é a praia mais linda do arquipélago, e considerada uma das dez mais bonitas do mundo pela National Geografic. Fica a uma hora de Gran Roque, e a ida até lá está dentro de um tour que custa 150 Bs e inclui ainda Dos Mosquises e Espenquí.

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Esquenquí é uma graça! Agora, Dos Mosquises é totalmente dispensável. Dizem que é um centro de reprodução de tartarugas, mas, na verdade, o que há por lá são alguns tanquinhos com meia dúzia de filhotes em cada. Tente acertar com o comandante  para não ir a Dos Mosquises e ficar mais tempos em Cayo.

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Rabusquí, Cote e Crasquí: esse é o passeio mais incrível para quem curte snorkeling, e custa outros 150 Bs. Pra começar Rabusquí, uma piscina natural cheia de estrelas do mar gigantes. Depois, segue-se para Cote. Mais meia hora de mergulho livre, entre os corais, todos com 10, 15 metros de altura!

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Noronquí: Depois de Cayo de Agua, é a praia que a gente mais curtiu. É aconchegante, tem sombra, um quiosque de madeira perfeito para pic-nic, barreiras de coral e um banco de areia extenso que acaba de repente numa garganta profunda do oceano. É a praia das Tartarugas, e elas aparecem por lá beeeem cedinho. De novo, tente ir antes de todos os barcos, assim mais fácil esbarrar com elas dentro d’água.

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LOS ROQUES: INFOS ÚTEIS

COMO CHEGAR EM LOS ROQUES: Há voos da Tam e Gol para Caracas. De Caracas para Los Roques é preciso fazer um novo trecho, de teco-teco. Esse trecho é comprado pelas pousadas na companhia local, que não tem site. Peça na sua pousada, depois de confirmar a reserva com eles.

CÂMBIO – O oficial EM 2014 era algo em torno de 2,5 bolivares pra 1 dólar. No paralelo, o câmbio é 7 pra 1 (não aceite menos) no aeroporto, e 7,5 pra 1 em Los Roques (na Eurisal, única lojinha de internet da ilha). Troque no aeroporto (na loja de aluguel de carros, ao lado da banca de câmbio oficial) apenas o suficiente pra pagar as taxas de desembarque na Venezuela e entrada no parque (32,50 + 162,50 Bs). E guarde moeda local pra pagar a taxa de embarque pro Brasil (130Bs).

QUANTO LEVAR – Se você contratar um pacote com café, almoço e jantar, US$ 500 na carteira está mais que ok pra passar duas semanas na ilha. E esqueça o cartão de crédito. Ninguém trabalha com isso lá.

QUANTO CUSTA? – Um jantar ou almoço no Aquarena dá em média 100 Bs. Os passeios pras ilhas próximas (Madrisquí e Francisquí) custam 60 Bs. O refri vale 12 Bs, um chocolate custa 10 Bs, o mergulho sai a 700 Bs, e um protetor solar, uns 140 Bs.

PENSÃO COMPLETA – Vale, mas é legal contratar uns dias de meia pensão, pra almoçar numa praia ou jantar em Gran Roque, na areia e à luz de velas. Mas atenção: há duas ilhas com restaurantes, que são Crasquí e Francisquí. Nas outras, não há nada, e aí a tal cava que o hotel manda pro almoço é mais que providencial.

ESPORTES – O Elias, em Francisquí, aluga caiaques, equipamente pra windkite e stand up.

NÃO ESQUEÇA – Leve a sua farmacinha: protetor 70 de sobra, e repelente idem. Também vale levar snorkel e pé de pato. Se você não tem, compre, porque lá sempre falta pra alugar.

PASSAGENS – As empresas aéreas que fazem o trecho Maiquetia-Los Roques não têm vendaonline ou via telefone, mas as pousadas providenciam a compra (250 Bs, ida e volta). Já o voo Brasil-Venezuela é feito pela TAM e Gol (10 mil milhas cada perna). Na TAM pernoita-se em Maiquetia na volta, e pela GOL, na ida. As opções pro pernoite são o Marriot Eurobuilding eCatimar.

PROTOCOLOS DIPLOMÁTICOS – Brasileiros não precisam de visto, mas o passaporte é obrigatório.

VACINA CONTRA FEBRE AMARELA: A vacina pra febre amarela é obrigatória.

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