Vale do Loire com crianças

O Vale do Loire é conhecido como uma rota romântica, de castelos e de vinhos. Mas é também uma rota bem legal para viagens em família e com crianças.  Além dos castelos, a região tem passeios de balão, de barco, de carruagem, de bicicleta e muitas outras aventuras. Nesse post, montamos um roteiro de cinco dias com as coisas mais bacanas que fizemos por lá, onde ficar, restaurantes, como se locomover e outras dicas da região.

Mas antes, uma dica importante: organize os dias com calma. Nada de correr no Loire e espremer vários passeios em um único dia. Isso tornará a viagem cansativa para os pequenos. Se não tiver muitos dias, selecione o que irá fazer. E, para envolver as  crianças nas histórias da corte francesa e tornar tudo mais mágico, que tal uma filmes antes da viagem? Aqui vão alguns: Rainha Margot, Joanna D´Arc de Luc Besson, e O Homem da Máscara de Ferro (com Leo di Caprio).

Por último, você precisará de um carro. Fica inviável ir de uma cidade para outra e visitar os castelos sem um carro se você viaja com crianças. E não há aeroporto nas cidades do Loire, então é preciso voar para Paris e lá pegar um trem ou carro. Para Paris, nós voamos de Swiss, e foi ótimo. Fomos na classe econômica, super confortável, e com tarifas bem competitivas e mais baratas que das companhias francesas.

DIA 1 – PARIS-ORLÉANS

⇒VEJA AQUI HOTEIS EM ORLÉANS⇐

Orléans é nosso ponto de partida para a viagem pelo Loire. Saímos de trem (compramos o bilhete no SNCF, que não tem taxas) de Paris, numa viagem de uma hora. É possível ir de carro também, mas achamos mais prático (e barato) pegar o veículo na estação ferroviária de Orleans. Tem uma Avis lá, e o carro pode ser devolvido em qualquer horário, inclusive de madrugada.

É um vilarejo pitoresco, com uma grande praça central onde ainda se veem registros da arquitetura medieval francesa, e ruas emaranhadas onde pequenos bares e bistrôs lotados de universitários e viajantes. Orleans é a capital do Loire, e uma cidade relativamente grande comparada com outras da região como Amboise ou Blois.

O QUE FAZER: Aproveite a cidade. Deixe o dia livre para passear por Orléans e relaxe tomando um café, curtindo as lojinhas e patisseries. Há muitas ruas de pedestres, uma praça, e as crianças podem ficar mais soltas.

ONDE COMER: Jantamos na brasserie Eric Lecerf, que trabalhou com o chef Joel Rebuchon. É um ambiente informal e, embora não tenha pratos infantis no cardápio, eles tiraram dos fornos um penne com tomates pra Juju. Também doramos o La Parenthese. Descobrimos ele pelo tripadvisor (número 1) e não nos decepcionamos.

ONDE SE HOSPEDAR: Ficamos no Empreinte Hotel, um quatro estrelas novinho em folha, com uma vista incrível do rio Loire e no centro histórico de Orléans. O quarto é super espaçoso, e  café da manhã é maravilhoso. É um hotel family friendly muito bom e sofisticado. Para outros hoteis em Orléans, clique aqui no link.

IMG_5796 copy IMG_5800 copy IMG_5815 copyIMG_4851IMG_5651 copyIMG_4923IMG_4814IMG_5840 copyIMG_5875 copy IMG_5897 copy

Dia 2- Orléans

O QUE FAZER: Pela manhã, alugue uma bike e pedale pela beira do Loire (a Wheel Free aluga bicicletas: 1 dia custa 15 euros para uma bike normal e 25 euros uma tandem). Se quiser, você pode ir até o Parc Floral de la Source, que abriga o Le Jardin des Formes, onde as árvores foram podadas para se parecerem com nuvens e outros corpos celestes, e um borboletário com espécies exóticas até da Indonésia e Madagascar.

Depois, tire o resto do dia para visitar o Chateau de Chaumont-sûr-Loire (o mais incrível)  e deixe para almoçar no castelo, porque há dois restaurantes, e um deles com preços bem acessíveis.

Chaumont-sûr-Loire é uma ebulição. Sua história remonta ao século X, quando foi construído como uma fortaleza, e continua pelos séculos seguintes como palco de disputas, romances e traições do rei Henrique II. Mas é sua ocupação no presente e essa simbiose do novo com o antigo que faz de Chaumont o mais interessante dos castelos. Aqui, galpões e instalações de arte contemporânea espalham-se pelo gigantesco jardim, e deixam qualquer visitante, de qualquer idade, deslumbrado.

 

É também aqui que se realiza o Festival Internacional de Jardins, com vários micro jardins projetados por paisagistas! É um chateau cheio de vida!! Programão em família! IMG_5377 copy IMG_5504 copyIMG_5407 copy IMG_5448 copy IMG_5447 copyIMG_5348 copy IMG_5582 copyIMG_5592 copy

Dia 3 e 4- Blois

⇒VEJA AQUI HOTEIS EM BLOIS⇐

Blois fica a uma hora de distância (de carro) de Orléans. É  uma cidade linda, menor que Orléans, com ruas pequenas, construções históricas e bons restaurantes. Na parte baixa da cidade fica a praça principal, mas é da parte alta que mais gostamos, com cantinhos charmosos e dezenas de pequenas ruas para explorar.

O QUE FAZER: Um jeito muito divertido de conhecer a cidade e seus pontos turísticos é ir de arruagem. O Les Attelages de Blois faz esses passeios, e oferece diferentes circuitos, que podem ter de 25 minutos (7 euros por adulto e 4 euros por criança) a 45 minutos com extras como degustação de produtos locais. É bem bacana!

Tire também um tempo para conhecer o castelo de Blois, na verdade, um conjunto de prédios que reúne diversos estilos arquitetônicos . Explicando: a construção do Château se deu em quatro fases distintas, e em épocas diferentes. A parte mais antiga, é de 1210. Depois, veio a ala Luiz XII (1503), seguida pela ala François I (1524), e a ala Gaston d’Orleans (1638).

Sete reis e onze rainhas viveram em Blois entre 1500 e 1715, mas o que se vê hoje no interior do Castelo não é o original. Para cuidar do reino, os reis  se mudavam sempre de um castelo para outro, levando tudo o que tinham. Com isso, os móveis não se conservaram. E mais tarde, quando a realeza se mudou para Paris, esses castelos foram abandonados. Por isso, tanto em Blois, como em Amboise e nos outros châteaux, o que se vê nos cômodos é uma reconstrução de época.

À noite, se for fim de semana, volte ao castelo para ver o festival de luz e som, quando (durantes os meses de abril a setembro) o Castelo projeta imagens e efeitos em sua fachada evocando acontecimentos célebres da História.

ONDE COMER: Hôte Antique é uma boa pedida. Já se a ideia for uma massa (o prato universal infantil rs), tem o La Vespa.

ONDE SE HOSPEDAR: Ficamos no La Maison du Thomas. É um hotelzinho simpático, numa rua pequena e na parte alta de Blois. Olhando de fora, o hotel não diz a que veio. Mas os quartos são maravilhosos, espaçosos, claros e bem decorados. O café tem croissants quentinhos, Nutella, suco feito na hora. Adoramos, e o preço é bem acessível. Para outros hoteis em Blois, clique aqui no link.

IMG_4874 copy IMG_4879 copy IMG_4891 copy IMG_4944 copy IMG_4958 copy IMG_4972 copy IMG_5008 copy IMG_5038 copy IMG_5042 copy IMG_5049 copy IMG_5061 copyIMG_5137 copy IMG_5150 copy IMG_5151 copy IMG_5156 copy IMG_5161 copy IMG_5173 copy IMG_5191 copy IMG_5204 copy IMG_5205 copy IMG_5210 copy IMG_5211 copy IMG_5220 copy IMG_5236 copy IMG_5241 copy IMG_5308 copyIMG_5335 copyIMG_5331 copyIMG_5127 copy

Dia 4 – Amboise

⇒VEJA AQUI HOTEIS EM AMBOISE⇐

De Blois seguimos para a pequenina e fofa  Amboise, a 40 minutos de distância. A vila foi construídana beira do Loire e aos pés do château, e tudo orbita em torno dele: uma praça, e algumas poucas lindas ruas com lojinhas de souvenirs, bistrôs e cafés.

O QUE FAZER:  Durma aqui um dia pelo menos, visite o Castelo de Amboise. Há uma guia portuguesa incrível chamada Elisabete, foi quem nos guiou, e fez toda a diferença. O Castelo tem milhares de histórias de amor, conquista e traição, e o tour que fizemos com ele foi super instigante (tente marcar sua visita com ela)! Depois, passe uma tarde pela cidade, e visite o Clos-Lucé, casa que serviu de morada para Leornardo Da Vinci. Lá, há vários experimentos interativos!! 

EM TEMPO: No verão, há festivais de música nos jardins do Clos-Lucé! 

ONDE COMER:  Um lugar bem clássico é a Patisserie Bigot, que também serve quiches ótimas!

ONDE SE HOSPEDAR: Nossa base em Amboise foi o Chateau de Perreux, uma casa do século XVI que lembra um pequena castelo. Ficamos num quarto enorme, com dois andares. A propriedade tem um bosque e um rio! Fica a 5 minutos de carro (2km) do centro de Amboise, e a parte gastrônomica é pilotado pelo chef Ludovic Laurenty, uma estrela no Michelin de 2008 a 2013 (comemos maravilhosamente no hotel!). Para quem quiser outro local, aqui tem a lista de hoteis em Amboise.

IMG_4397 copyIMG_4315 copyIMG_4322 copyIMG_4624 copy IMG_4548 copyIMG_4127 copy IMG_4142 copy IMG_4534 copyIMG_4201 copy IMG_4163 copyIMG_4600 copy IMG_4468 copy IMG_4464 copy IMG_4453 copyIMG_4857copy IMG_4765 copy IMG_4654 copy

Último dia – Amboise

O QUE FAZER: Que tal um passeio de balão pelo Vale do Loire? Nós não conseguimos ir por causa das condições metereológicas, mas as resenhas no Trip são ótimas! Vejam aqui.

 SEGURO VIAGEM: É obrigatório para quem vai pra Europa. Os valores variam de acordo com o que está incluso (desde seguro para bagagem até hospitalização e coberturas específicas). Nós contratamos o da AssistCard, que é muito bem pontuado. Isso é importante, aliás, escolher um seguro confiável e conhecido.

MAIS SOBRE A NOSSA VIAGEM PELA FRANÇA:

Paris de graça: programas custo zero para se divertir na cidade luz!

Paris com crianças: os programas mais legais pra fazer com os pequenos!

Onde se hospedar em Paris: Mandarin Oriental

Onde se hospedar em Paris: MGallery by Sofitel

Nosso voo para Paris: como é a classe econômica da Swiss Airlines.

Que seguro-viagem contratar.

O Juju na Trip viajou com o apoio do A Tout France.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.