Dicas Peru e Bolívia: roteiro por titicaca e as aldeias que pararam no tempo

O mais alto lago navegável do mundo fica na fronteira entre o Peru e a Bolívia. O Titicaca, situado a cerca de quatro mil metros de altitude, é também o segundo maior lago da América Latina. É lá que estão as ilhas flutuantes de Uros e as lendárias Amantani e Taquile, do lado peruano. Do lado boliviano, há ainda as ilhas do Sol e da Lua.

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No Peru, nossa base de partida para as ilhas é Puno, cidade portuária na beira do lago, onde se chega apenas de ônibus. Foram dez horas de uma viagem exaustiva a partir de Cusco, através de estradas sinuosas. Um pouco perrengue nas minhas circunstâncias, confesso, mas nada impossível. Puno é feia, caótica, mas tem uma rua fofa (a única) com um monte de restaurantes bons. Uma vez em Puno, contratamos um passeio de dois dias pelas ilhas peruanas do Titicaca. Melhor contratar lá do que em Lima ou no Brasil; sai muito mais barato.

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A primeira ilha em que paramos foi Uros, na verdade, um arquipélago com 40 pequenas ilhas artificiais feitas de totora, material flutuante semelhante à palha. Elas se multiplicam pelas mãos dos homens, que vão dispondo a palha sobre as águas do lago e construindo as ilhotas. Ali, é uma de algumas horas apenas. Bem coisa pra turista ver, mas super interessante.

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De lá, partimos para Amantani. É uma ilha grande, com nove comunidades indígenas aimarás, linda de morrer!!! É enorme, e os moradores de todas essas comunidades são tradicionalíssimos e mal falam espanhol. Comunicam-se em um dialeto local e vestem-se e organizam-se como há um século. Quem quiser ficar mais tempo, pode negociar a hospedagem na casa de algum habitante. O preço, com pensão completa, fica em US$10 por pessoa. Foi o que fizemos.

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Amantani é um dos lugares mais fantásticos do Titicaca. Além da paisagem, em que praias e paredões de pedra se encerram na água azul turquesa do lago, há uma riqueza humana e cultural imensa no lugar. Os nativos sempre recebem os visitantes com uma festa folclórica, na qual há músicas e bebidas típicas e para a qual os turistas devem ser vestir como os habitantes: homens de poncho e mulheres de saias rendadas. Os anfitriões cuidam de toda a produção.

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Há ainda os tesouros incas em Amantani. O Templo do Sol é um deles, e é visita obrigatória. Lá, há um portal que emoldura o pôr-do-sol durante os meses de inverno e onde o ritual do poente acontece sob o rufar de tambores. De arrepiar. Ficamos totalmente em êxtase!

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O passeio pelo Titicaca termina em Taquile, outra ilha deslumbrante. A praça e todo o centro vital da comunidade ficam no cume da ilha, de onde se avista o lago e parte dos Andes. Como em Amantani, os habitantes mantêm suas tradições a tal ponto de ainda viverem em sistema comunal e matriarcal. Lá, são os homens quem bordam as roupas e confeccionam cintos e outros artesanatos no tear. As mulheres cuidam da casa, e da economia na família. Ficamos lá mais um dia, e partimos para a Bolívia. Próximo destino? Uyuni, o deserto de sal na fronteira com o Chile.

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