O que fazer em Paraty: roteiro de 5 dias

      Onde ficar em paraty: a casa turquesa, no centro histórico
      Onde ficar em paraty: a casa turquesa, no centro histórico

      Cultural, história e charmosa. Paraty é uma das cidade mais encantadoras do litoral do Rio de Janeiro, e nesse post montamos um guia com o que fazer em Paraty. Aqui você vai ler:

      1. Como chegar em Paraty
      2. Onde se hospedar
      3. Onde comer
      4. O que fazer em Paraty à noite
      5. Passeios de barco
      6. Saco do Mamanguá
      7. Bate-volta para Cunha e cachoeiras
      8. Festivais de Paraty
      9. Rota de alambiques

      Como chegar em Paraty:

      Dá para chegar partindo de São Paulo e Rio de Janeiro, já que a distância e tempo de viagem são quase os mesmo, em média 4 horas de carro e 5 de ônibus. Do Rio, basta pegar a estrada Rio-Santos e seguir as placas, mas saiba que a via não é das melhores e há muita fiscalização eletrônica. Para quem sai de São Paulo deve seguir até Guaratinguetá e entrar em direção a Cunha e Paraty.

      Partindo do Rio de Janeiro

      Partindo de São Paulo

      Onde se hospedar em Paraty:

      O lugar mais lindo é a Casa de Vidro, onde nos hospedamos (reserve aqui pelo booking ). Na verdade, fica em Paraty-Mirim na encosta, a cerca de 30 minutos do centro histórico, É mais isolada, mas serve de base pra quem quer vir pra essa região e ficar mais isolado.

      Já se quiser um hotel no Centro Histórico, recomendo alguns:

      A Pousada do Ouro ocupa um dos prédios clássicos da cidade, próxima à Praça da Matriz e da baía. Há estacionamento gratuito, wi-fi, café da manhã colonial e serviços de SPA.

      Onde ficar em Paraty: Pousada do Ouro.

      Onde ficar em Paraty: Pousada do Ouro.

      Dicas de hotéis em Paraty: Quarto da Pousada do Ouro.

      Dicas de hotéis em Paraty: Quarto da Pousada do Ouro.

      Pousada Literária é maravilhosa, e fica no centro histórico, perto da Igreja de Santa Rita. A construção é em estilo colonial e os quartos foram decorados com móveis de madeira e design. É a pousada oficial da Flip, e única da cidade com o selo virtuoso.  Tem apenas 9 suítes, 13 apartamentos e 3 vilas, em um projeto arquitetônico assinado pelo escritório Jacobsen Arquitetura.

      Melhores pousada em Paraty: a pousada Literária

      Melhores pousada em Paraty: a pousada Literária

      A vila da Pousada Literária: acomodação com exclusividade e segurança

      A vila da Pousada Literária: acomodação com exclusividade e segurança

      Também gosto muitíssimo  daa Casa Turquesa. Fica no centro, perto do cais, e faz parte do selo Circuito Elegante. Vejam como é linda. É intimista, exclusiva, com poucas suítes, uma biblioteca sensacional e piscina.

      Onde ficar em paraty: a casa turquesa, no centro histórico

      Mais uma da lista de melhores pousada de Paraty : a Casa Turquesa, no centro histórico

      Melhores hoteis de Paraty: o quarto da Casa Turquesa

      O quarto da Casa Turquesa, belíssimo

      Recomendamos ainda a Pousada do Sandi, que fica no Largo do Rosário, também no centro histórico. Construção antiga e acomodações fazem dela uma das mais bonitas da cidade, com quartos grandes, iluminados e muito confortáveis.

      Dicas de onde ficar em Paraty: Pousada do Sandi.

      Dicas de onde ficar em Paraty: Pousada do Sandi.

      Onde se hospedar em Paraty: Quarto da Pousada do Sandi.

      Quarto da Pousada do Sandi.

      Já para uma hospedagem mais econômica e bacana, recomendo a Pousada Vila do Porto, que fica do outro lado do canal que corta o centro histórico.

      Hoteis econômicos em Paraty: a Vila do Porto é justa e confortável

      Hoteis econômicos em Paraty: a Vila do Porto é justa, confortável e bem localizada

      Quando ir para Paraty:

      Paraty é um destino para ir o ano todo, mas vale ficar atento em cada uma das estações para se preparar.

      No verão, de dezembro à março, é quando os preços sobem e a cidade fica mais cheia. As temperaturas são altas e é também quando mais chove, podendo atrapalhar um pouco os passeios a pé.

      Já no outono, de abril à junho, as chuvas dão uma diminuída, mas as temperaturas ainda estão altas e cidade tem algumas festividades religiosas. Pode ficar cheia em dias específicos.

      No inverno, de julho à setembro, é mais frio. Em julho a cidade recebe a FLIP e em agosto recebe o Festival da Cachaça, ficando bem agitada em alguns dias desse período.

      Por último, a primavera, do final de setembro até o início de dezembro, é provavelmente a época mais agradável , principalmente para quem procura sossego. A cidade dá uma pausa nos grandes eventos, as temperaturas estão boas e chove pouco.

      Paraty: Dia 1

      Reserve o seu primeiro dia para explorar o centro histórico de Paraty, um conjunto de ruas de pedras, casas coloniais, lojas de artesanato e muito charme. Nele não circulam carros, apenas algumas poucas charretes de passeio.

      Além da caminhada, visite alguns pontos interessantes, como o Museu de Arte Sacra, dentro da Igreja de Santa Rita. O local passou por reformas e ficou fechado durante 7 anos, mas hoje funciona de terça à domingo.

      Tem também a Casa da Cultura, com exposições temporárias e apresentações musicais. A tradição de artesanato e da pintura é muito forte na cidade, valendo a pena visitar sem pressas as obras expostas.

      Aqui vai uma lista de outros lugares também para visitar no centrinho:

      • Chafariz do Padreira (Av. Roberto da Silveira).
      • Igreja da Matriz (Praça da Matriz).
      • Igreja Nossa Senhora das Dores (Rua Fresca).
      • Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (Rua do Comércio).
      • Antiga Cadeia Pública (Larga Santa Rita).
      • Fórum (Rua Aurora).
      • Mercado (Praça da Bandeira).
      Dicas de Paraty: Igreja de Santa Rita.

      Dicas de Paraty: Igreja de Santa Rita.

      O que fazer em Paraty: dia 2

      Eu sugiro fazer uma atividades por mar nesse seu segundo dia, e depois descobrir porque a cachaça de Paraty é tão famosa.

      Por mar, você pode fazer o passeio de escuna ou o de lancha privativa. O passeio de escuna tem paradas em 2 ilhas e 2 praias (dependendo do roteiro, passam pelas ilhas da Cotia, Algodão, Saco da Velha, etc). É mais em conta, porém vai com muita gente e não acho uma boa em tempos de Pandemia.

      Já a lancha privativa é mais cara, mas é mais segura e você tem liberdade de montar o roteiro, e ficar quanto tempo quiser em cada local. Fizemos o passeio para conhecer as melhores praias e ilhas de Paraty com o @palombetaboat

      passeio de barco em Paraty: a lanchinha deliciosa do Palombeta. Passeio privativo custa a partir de R$800

      Passeio de barco em Paraty: a lanchinha deliciosa do Palombeta. Passeio privativo custa a partir de R$800

      O privativo funciona assim:

      • Tem a lanchinha mais rápida e que chega em mais praias, e a traineira mais lenta e com climinha retrô.
      • Os preços começam em R$800  para traineira (cabem até 20 pessoas) e R$1100 na lancha (mais rápida).

      As praias que visitamos foram:

      • Jurumirim: uma ilha com uma micro praia cercada de floresta. Adoramos.
      • Ilha Comprida: é conhecida como aquário natural, porque tem muitos peixes. Mas na verdade, os peixes vêm porque os barcos jogam alimentos no mar. Essa foi a única ilha que não me impressionou. Minha recomendação é pular essa parada, e ficar mais tempo nas outras
      • Ilha dos Cocos: tem um mar absurdo de tão esmeralda, cercada de muita vegetação. Mas é parada das escunas, então o ideal é chegar aqui antes das embarcações maiores para fugir da muvucada.
      • Ilha do Algodão: é a maior ilha de Paraty, mas também com acesso apenas por barco. Lindíssima, de mar turquesa, e vazia.

      Melhores praias e ilhas de Paraty, Ilha do Algodão

      Melhores praias e ilhas de Paraty: a Ilha do Algodão onde fomos no passeio de barco com o Palombeta

      Dia 3: Gastronomia e compras no centro de Paraty

      Passear sem pressa pelo centro é uma delícia, e há lojas que guardam tesouros artesanais e indígenas e cerâmicas como o atelier de Cerâmica Lulu Silva Telles.

      Comer é outro deleite na cidade, e aí recomendo o seguinte:

      • Fazenda Bananal é imperdível! Precisa sair do centro, mas é rapidinho: 10 minutos de carro.
      • Gastromar: fica na Marina Porto Imperial, de frente para o mar, com área aberta e cardápio delicioso de frutos do mar.
      • Banana da Terra: um dos meus preferidos. Peça o camarão gratinado e, de sobremesa, o cubo de frutas.
      • Quintal das Letras: restaurante requintadíssimo da Pousada Literária. Ótimo!
      • Raurante Oui Paraty.
      • Pipo: é o restaurante da Pousada do Sandi. Muito gostoso também
      • Thai Paraty, de culinária tailandês.

       

      E aproveite para explorar algumas da lojinhas de artesanato, restaurantes, bares e sorveterias. Aqui vão algumas dicas de lugares para conhecer nesse bate-perna:

      O camarão tailandês do Thai Brasil, restaurante que a gente ama em Paraty

      O camarão tailandês do Thai Brasil, restaurante que a gente ama

      E o climinha do Thai

      Dia 4: Cunha e cachoeiras

      Pouca gente sabe, mas a cidade de Cunha fica apenas a cerca de 1 hora de Paraty e é uma ótima pedida para uma visita de um dia. No caminho, faça uma parada no Lavandário, uma extensa plantação de lavanda que colore o horizonte de roxo florido o ano todo.

      Acorde cedo e pegue a entrada que passa pela Serra da Bocaina, reinaugurada em 2016, e que tem como destaque a contemplação da natureza nativa e da Pedra da Marcela, com vista para o litoral fluminense.

      Para chegar até lá é preciso deixar o carro na parada e caminhar 2 km por trilha, mas a vista vale o esforço.

      Depois, siga pro centrinho de Cunha. O destaque na cidade é produção de peças de cerâmica, com vários ateliês . Aproveite para andar entre eles e fazer uma pausa para o almoço também. A indicação é o La Taverne Bistrô, que serve uma mistura de menu francês e contemporâneo. Após a pausa, siga para o centro para caminha entre as casas coloniais que abrigam lojas de doces e cachaça.

      Cachoeiras em Paraty e Cunha: na foto, a das Sete Quedas

      Cachoeiras em Paraty e Cunha: na foto, a das Sete Quedas

      Depois, aproveite a tarde para tomar um banho de cachoeira. Gosto muito das que listo abaixo, já mais próximas de Paraty:

      •  Cachoeira da pedra branca, com dois lagos enormes de cor coca-cola e duas quedas d’água.
      • Sete Quedas, com dois lagos e várias quedas d’água.
      • Tobogã: um clássico, com  um enorme escorrega natural formado de pedra e com água corrente.

      Observação: se não estiver de carro, pode consultar a Paraty Tours para esses passeios. A agência é muito boa.

       

      Dia 5 – Saco do Mamanguá

      O Saco do Mamanguá é um fiorde, um braço de mar que adentra pelas montanhas formando um visual lindo, e com vários pontos gostosos para banho. É um lugar preservado, com vilas de pescador. O passeio para lá dura 4h de lancha, e nós fizemos com o Barco Palombeta. Outra opção seria a  Paraty Tours.

      Passeio pelas ilhas praias de Mamanguá e Paraty: o Saco da Velha, com sua natureza impressionante. Foi nossa primeira parada do passeio para o Saco do Mamanguá

      Passeio pelas ilhas praias de Mamanguá e Paraty: o Saco da Velha, com sua natureza impressionante. Foi nossa primeira parada do passeio para o Saco do Mamanguá

      No Mamanguá, vale ir no Saco da Velha, na praia do Buraco, do Engenho e depois comer no restaurante do Dadico, pescador nativo.

      O lugar é uma delícia, com um deque de madeira sobre as águas. O peixe ele traz fresco todas as manhãs.

      A praia da boca pequena, outra praia linda, já dentro do Saco do Mamanguá

      A praia do Buraco, outra praia, já dentro do Saco do Mamanguá

      viagem paraty e mamanguá: o restaurante do Dadico, com peixe pescado no dia

      viagem paraty e mamanguá: o restaurante do Dadico, com deque na água e peixe pescado no dia

       

      O que fazer em Paraty à noite

      Paraty é conhecida por sua animação oturna, com bares turbinados a showzinhos ao vivo e mesas na calçada. Aqui vai a listinha do melhor da baladinha:

          • Paraty 33: tem show intimista e ótimos petiscos, numa casarão de janelas grandes
          • Praça Matriz: é onde o galo canta. Lá, um bar do lado do outro, com mesas na calçada e música, fazem da noite de Paraty a maior festa
          • Sarau: mais um bar com bons drinques, cerveja gelada, e shows ecléticos que vão do samba e do forró ao rock.
      Centro histórico de Paraty a noite.

      Centro histórico de Paraty a noite.

      Festivais em Paraty:

      A agenda cultural de Paraty é uma das mais movimentadas da região e praticamente o ano todo tem festividades na cidade. Vamos listar aqui os maiores, mas vale ficar de olho no site oficial para ver as datas de tudo o que acontece por lá.

          • FLIP: É a famosa Feira Literária. Nela rolam palestras, discussões, eventos para crianças e jovens, e claro, muitos livros.
          • Festival da Cachaça: há inúmeros alambiques nos arredores da cidade e nada mais justo do que um evento dedicado especialmente ao destilado. Além de expositores, há música, dança e muita animação.
          • Bourbon Festival Paraty: festival internacional de jazz, blues, r&b e soul.
          • Festival Gastronômico de Paraty: apesar de ser recente, desde 2017, esse festival já é um dos mais bacanas da cidade. Tem pratos especiais nos restaurantes, apresentações e shows, palestras e atividades interativas para toda a família.
      Festivais em Paraty: a FLIP

      Festivais em Paraty: a FLIP

      Extra: Alambiques em Paraty

       

      O mais tradicional dos alambiques é o Maria Izabel, que produz cachaça artesanal (Rio-Santos, Km 568 (direção Rio). Telefone: (24) 99999-9908). É preciso agendar visita para conhecer a produção, degustar algumas amostras e comprar cachaças. Nós não somos de beber, então não fomos. Mas, por questões óbvias, recomendo que peçam no alambique dica de algum tour o transfer até lá.

      Para o jantar, de volta em Paraty, algumas outras  recomendações de restaurantes são o Caminho do Ouro, regado a frutos do mar, o Punto di Vino, de culinária italiana, e o Casa do Fogo, com pratos variados.

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