Dicas da Polinésia Francesa: ilhas imperdíveis

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É inevitável recorrer ao clichê paraíso de bangalôs sobre águas azuis cristalinas e praias areias muitas brancas quando se fala em Polinésia Francesa. E, provalmente, você já pensou em Bora Bora e Moorea ao ler isso. Mas há muito mais para conhecer por aqui. O território francês tem cinco arquipélagos, que somam 118 ilhas paradisíacas. No post de hoje, a gente traz Dicas da Polinésia Francesa e desembarca em Tahaa, Raitea e Huahine, que integram o mesmo conjunto de ilhas de Bora Bora, e onde você pode flutuar em mares tranquilos, fazer Stand Up, surfar, fazer hiking, tomar banho de cachoeira, entrar em contato com a cultura local, cozinhar, mergulhar, ver raias e tartarugas.

Ahhh, Esse povo lindo!

“Hoje vai fazer sol porque estamos sorrindo”, diz a alegre Maruia, que nos ensinou também um pouco da tal dança taitiana, e a fazer o peixe com coco. Aqui, os nativos não vendem tão fácil suas terras aos estrangeiros; dizem que a terra não lhes pertence, e sim eles à terra. Dão flores aos que chegam como sinal de gentileza, e conchas aos que vão embora. Porque as conchas pertencem a Huahine, e assim os que partem hoje, terão de voltar para devolvê-las algum dia. Aliás, as  flores estão em cada coisa nestas ilhas. As mulheres usam flores desabrochadas presas na orelha; na esquerda – o lado do coração – se forem casadas, e na da direita se forem solteiras. Os homens também usam, mas são botões. Há aqui um hibisco que dá flores que são amarelas durante o dia, e vermelhas à noite. Num tempo em que não havia relógio, marcava-se encontros regidos pelas flores: “Encontre-me quando os hibiscos estiverem vermelhos”. E os lugares exalam a tiara, uma prima do nosso jasmim. Os quartos, as pessoas, os pequenos caminhos, tudo tem o perfume leve da tiara, da gentileza e do amor

A Polinésia Francesa tem praias lindíssimas, e poucas vezes vimos um mar tão turquesa quanto aqui. Mas além das praias, essa ancestralidade ligada à natureza e o sorriso  largo dos taitianos torna o lugar ainda mais apaixonante.  Quando os missionários chegaram no arquipélago no século XVI e cataquisaram as tribos, tentaram proibir os nativos de dançar, de cantar, as conchas usadas como utensílio de cozinha foram postas de lado, vieram o garfo e a faca, as mulheres que se cobriam com seus longos cabelos foram obrigadas a usar roupas até os calcanhares.  Mas o que se vê hoje é que  as tradições foram mais fortes que a dominação.  Por isso, saia do hotel. Ok, tudo o que você quer é ficar no mar, na rede, no seu bangalô sobre o oceano. Mas vale à pena tirar algumas horas para passear com um guia nativo. Vai na nossa. E mais uma coisa, esse é um destino para famílias também, e não só para Lua de Mel.

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DICAS DA POLINÉSIA FRANCESA: RAIATEA/TAHAA

Como suas irmãs mais famosas, Raiatea e Tahaa têm mesma geografia poderosa: uma ilha formada por uma rocha gigantesca que emerge do mar com toda sua potência, coberta de densas florestas. Existe apenas uma estrada que contorna cada uma dessas ilhas, e o resto é preservado. E então, no entorno dessa ilha-mãe, estão as as pequenas ilhotas, chamadas Motus, cheias de coqueiros. A maior parte delas é virgem e sem construção, apenas na formosa Tau Tau tem um resort que nada deixa a dever aos de Bora Bora: o Le Tahaa, um relais chateau com bangalôs sobre o mar. E o mar é esse da foto, sem filtro.

Raiatea/Tahaa/Tau Tau é deslumbrante, incrível, linda de morrer, e merece todos os créditos de um lugar paradisíaco e mais alguma coisa.  Se você vier para a Polinésia Francesa, não perca esses destino. Estique pra cá, e fique pelo menos uns 4-5 dias.

E apesar da Polinésia Francesa ser um destino mais conhecido como de Lua de Mel, há muito o que fazer em família. Resorts kidsfriendly, atividades divertidas, de aventura e culturais estão na lista.  E se a máxima aqui é curtir o mar, há muitas formas de se jogar nessa. Mergulho autônomo é um deles. Há mais de 20 spots de mergulho em Raiatea e Tahaa, incluindo um naufrágio (mais infos em Dive Tahiti Blue ). Outra diversão tamanho família é descer as corredeiras que se formam entre os motus, observando os jardins de corais ao fundo. Não deixe de fazer!

Entrar em contato com os nativos e descobrir um pouco mais das suas raízes e tradições também é um programa que fizemos e adoramos. O roteiro incluiu uma volta na ilha de 4×4, parada numa plantação de vanilla (um dos fortes de Tahaa) e numa fazenda de pérolas e, por fim um almoço delicioso na casa do Teva, que depois nos levou de barco para mergulhar em pontos estratégicos de Tahaa. Nesses locais, com sorte, dá pra ver raias e tubarões nadando juntos.

Aliás, uma das dicas da Polinésia Francesa pra quem adora remar no mar: no Tahiti tem uma maratona de Paddle com uma travessia maravilhosa. Dura 3 dias, e vai de Huahine para Raiatea, segue para Tahaa, e depois de Tahaa para Bora Bora.

ONDE FICAR EM RAIATEA/TAHAA: Para uma experiência paradisíaca com bangalôs sobre o mar num motu pra chamar de seu, aponte a bússola para o Le Tahaa Resort & Spa. É um hotel exclusivo e kidsfriendly, que faz parte da coleção Relais&Chateau. Conta com piscina, apoio para atividades marítimas, spa, clube de mergulho, e tem tarifas a partir de +/_ US$800. Para quem tiver um orçamento menor, há outros hoteis aqui nesse link do booking. Você também acha hoteis familiares fazendo a busca por “pension de famille a tahaa” no Google.

COMO CHEGAR EM TAHAA: De Papeete para Tahaa de avião são uns 40 minutos, e quem voa é a Air Tahiti e custa em torno de US$200. Chegando em Raiatea, é preciso pegar um barquinho para Tahaa, e esse transfere normalmente é feito pelos hoteis. Existe a possibilidade de ir de barco, mas são cerca de oito horas.

COMO CHEGAR EM PAPEETE: Nós voamos para Los Angeles e, de lá, pegamos um voo da Tahiti Nui. Uma dica de baixo custo para baratear a viagem para famílias: Na Tahiti, até duas crianças de 11 anos viajando com a família não pagam passagem, apenas as taxas (veja aqui as infos!!)

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Dicas da Polinésia Francesa

Huahine

Como Tahaa, Huahine é uma ilha menos explorada da Polinésia Francesa, imaculadamente tropical, com águas cristalinas, coqueiros a perder de vista, plantações de baunilha e montanhas com vegetação densa. Para terem uma ideia, enquanto Moorea tem mais de 15 mil moradores, aqui são apenas de 5 mil. E há apenas 3 hoteis na ilha, nenhum deles de grande porte. Essa é uma ilha para se visitar com calma, e comungar com a natureza.

Aqui, também há abundância de atividades marítimas: snorkel, mergulhar com raias, fazer passeios de cavalo. Mas o melhor de tudo é relaxar. Os dias passam, sua pele fica mais dourada e seu sorriso um pouco mais largo.

Huahine, na verdade, são duas e não uma ilha, conectadas por uma ponte curta. Huahine Nui, ao norte, é o lar da aldeia de Fare (bem pitoresca e que vale uma visita) e da maioria das principais instalações turísticas e administrativas. Huahine Iti, isolada e resistente, oferece ao sul as melhores praias das ilhas, as lagoas azuis e uma atmosfera serena e descontraída.

A ilha é conhecida como Jardim do Éden, mas é também um museu a céu aberto. Há espalhados por Huahine existem mais de 200 templos polinésios. O maior deles é o templo de Maeva, usado pelos ancestrais para cerimônias, sacrifícios e encontros reais.  Mas para ver o “monte olimpo” de Huahine, suba até o topo da montanha Matairea, onde os ancestrais acreditavam estar mais perto dos deuses.

Então, relaxe muito, visite os templos, conecte-se, e tire um dia para explorer a ilha fazendo passeio de 4X4 + barco. O tour (que fizemos com o Poe Island Tour) começa com a visita a uma fazenda flutuante de pérolas e segue para um motu isolado e sua lagoa (como eles chamam as piscinas naturais que se formam entre corais), onde um picnic é armado sob acordes de ukulelê, e rápidas aulas de dança a culinária. Divertidíssimo!

ONDE FICAR: Nosso hotel foi o Maitai Lapita, que tem um perfil mais rústico, e bangalôs espaçosos voltados para o rio e a floresta. O hotel fica numa faixa entre a praia e as montanhas, e conta com um restaurante ótimo e piscina. Não é um hotel de luxo, mas é muito agradável e integrado com a natureza. Já para quem quiser bangalôs sobre o mar, tem o Royal Huahine, com diárias a partir de US$266. Há tarifas fora da alta a partir de US$250. Para hotéis mais baratos ainda, vá aqui.

COMO CHEGAR: Os voos a partir de Papeete levam menos de 20 minutos, e custam a partir de US$ 150. Há também voos ligando Huahine e Raiatea, Bora Bora, Moorea.

ONDE COMER: Jantamos muito bem no Yatch Club  (lagosta cerca de US$42, peixe cerca de US$19,50). Também jantamos no restaurante do hotel, e é ótimo (salada cerca de US$18 e peixe cerca de US$25)

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