Fernando de Noronha, dia 6: com o projeto Tamar

Participar da captura de uma tartaruga e acompanhar o seu monitoramento pelos biólogos do projeto TAMAR, ou ver a desova dos ovos acontecer bem de pertinho.  Quem não acha isso incrível? Em Noronha, essas são algumas da experiências imperdíveis que a gente pode vivenciar junto com o Tamar. A ideia deles é despertar a consciência ambiental através da sensibilização.

_ A gente procura envolver todo mundo.  O TAMAR tem uma vertente interativa, que faz parte da conscientização ambiental. As atividades de pesquisa do projeto foram adaptadas ao ecoturismo, com a ideia de  conhecer para preservar. Quanto mais perto dos animais, mais sensibilizadas as pessoas ficam _ explica  o pesquisador Luís Felipe Bortolon, biólogo do Tamar.

Nós acompanhamos o processo de captura e monitoramento do início ao fim (essa é uma rotina aberta ao público que se repete todas as 2ª e 5ª feiras na praia). Rico entrou no mar com o Bortolon, e lá ficaram quase uma hora até achar a tartaruga certa. Precisa haver um rodízio no monitoramento, para não estressar os animais. Uma tartaruga que foi monitorada hoje, só pode ser capturada novamente daqui a um ano. Olha só o vídeo!

Na areia, Juju esperava com o outro grupo de biológos para realizar a coleta de dados da tartaruga capturada. Feitas as medições, ela ajudou a devolver a bichana para o mar. O resultado? Juju disse que queria ser bióloga e estudar tartarugas. Que assim seja, e que cresça a lista de envolvidos na preservação!!!

O biólogo explica que as tartarugas são marcadas e recebem um aparelhinho no casco que registra a rota feita quando estão no mar, peso, medida. O conhecimento das rotas ajuda a impedir uma das maiores ameaças para as tartarugas marinhas: as redes de pesca para peixes. Fora isso, conseguem monitorar todo o desenvolvimento e hábitos desses animais, e dessa forma traçar medidas de conservação e proteção.

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O resultado de todo esse trabalho pode ser medido pelo aumento de número de espécies. Nos anos 80, quando o projeto começou, contava-se  cerca de 83 mil filhotes que nasciam em 5 anos. Hoje, são mais de 8 milhões no mesmo período, sendo de apenas uma em cada mil sobrevive, devido à seleção natural. Em Noronha, eram 29 ninhos na década de 80, 159 nos anos 2000. Na temporada 2014/2015, foram contabilizados uma média de 300 ninhos. Bacana, né?

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Ah, sim, mais uma coisa: todos os dias, há palestras muito legais no Centro de Visitantes do Tamar. Cada dia, um tema, e todos super interessantes. Juju ficou louca, não queria perder um! A programação é essa aí debaixo:

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O Projeto Tamar é uma cooperação entre o Centro Tamar/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação Pró-Tamar. O Centro de Visitantes  fica na Alameda do Boldró e funciona diariamente das 9h às 22h. Os telefones para contato são (81) 3619.1174, 3619.1577 e 3619.1269.

Em tempo: abrindo um parênteses aqui para o projeto Golfinho Rotador (que existe na ilha nos mesmo moldes do Tamar, só que com o foco de proteção nos golfinhos), os biólogos identificaram que os golfinhos mudaram os hábitos por conta do excesso de barcos circulando pela costa, e como medida, foi limitada a quantidade de barcos que poderiam circular ao mesmo tempo.

COMO CHEGAR EM NORONHA: Gol e Azul têm voos para lá.

ONDE FICAR: Beijupirá Lodge Noronha

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O Juju na Trip viajou com apoio do Beijupirá e da Coordenadoria de Turismo de Fernando de Noronha

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